A crescente pressão de cidadãos em diversas partes do mundo tem levado governos e corporações a prestarem contas sobre suas emissões de gases que agravam o efeito estufa. Esse movimento se manifesta por meio de ações judiciais que categorizam os efeitos das mudanças climáticas como transgressões aos direitos humanos, conforme destaca um episódio atual da série de vídeos “Against All Odds” da Mongabay. Segundo César Rodríguez-Garavito, líder do Centro de Direitos Humanos e Justiça Global na Faculdade de Direito da Universidade de Nova York, o movimento climático tem conquistado marcos significativos nos últimos anos, especialmente através de ações promovidas por mulheres mais jovens e idosas.
Entre 2005 e 2024, mais de 300 casos foram levados aos tribunais por cidadãos que enfrentam os impactos das mudanças climáticas. Um momento marcante ocorreu em 2024, quando uma corte internacional reconheceu formalmente pela primeira vez que as mudanças climáticas estão entre as questões de direitos humanos, como enfatiza Rodríguez-Garavito. No mês de abril do ano passado, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos decidiu a favor da Klimaseniorinnen Switzerland, uma organização que representa 2.500 mulheres com 64 anos ou mais. Essas mulheres alegaram que a falta de ação do governo suíço as colocou em risco durante ondas de calor que se tornaram mais frequentes e severas devido às mudanças climáticas.
O tribunal determinou que a proteção do clima deve ser considerada um direito humano, destacando que a inação do governo suíço configurou uma violação desse direito. Como resultado, foi ordenado que o governo intensificasse e ampliasse suas iniciativas para a redução das emissões de carbono. Esse desdobramento estimulou os esforços de ativistas climáticos globalmente, especialmente à medida que juízes passam a reavaliar suas posturas em relação ao assunto.
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Publicado em: 2025-07-09 09:42:00
Autor: Conservation news
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