quinta-feira, setembro 10, 2026
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Descentralização nos Andes: um desafio para a sustentabilidade ambiental e a governança local

As nações andinas compartilham uma característica de serem repúblicas unitárias, tanto pela sua história quanto pelas suas constituições. Isso resulta em que o movimento para descentralizar o poder e limitar as jurisdições não é tão evidente, além de apresentar um nível de implementação variável. Nas últimas décadas, diversos países dessa região têm buscado, em períodos distintos e com diferentes intensidades, implementar reformas para descentralizar tanto a tomada de decisões quanto as funções administrativas do governo. Essas mudanças impactaram significativamente a governança local, pois a responsabilidade pela prestação de serviços públicos essenciais foi transferida para instituições comunitárias, cujos representantes são eleitos pelos próprios moradores.

No Peru, o processo de descentralização começou em 2002, oriundo de reformas constitucionais e legais que se seguiram ao colapso do governo de Fujimori. Esse movimento resultou nas primeiras eleições locais na história do país. A administração local recebeu recursos financeiros que antes eram destinados a programas sociais, como os de educação e saúde. Em 2016, os governos regionais e locais movimentaram aproximadamente 8% do PIB e 50% do total das despesas públicas, um aumento superior a 100% em comparação com os dados de 2002. Atualmente, a maior parte das receitas é alocada com base na população, o que gerou um acúmulo de benefícios nas regiões urbanas costeiras e em cidades de porte médio nas áreas montanhosas. Entretanto, há uma exceção significativa relacionada às receitas provenientes da exploração de recursos naturais.

A economia peruana é amplamente dependente das atividades mineradoras e dos hidrocarbonetos, sendo que as reformas políticas implementadas no início dos anos 2000 introduziram um mecanismo de divisão de receitas considerado um dos mais generosos mundialmente. Essa estrutura, conhecida como “cânone”, estabelece um conjunto de diretrizes para a arrecadação de impostos, taxas e royalties decorrentes da exploração de recursos.

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Tempo de Leitura do texto: 3.5 minutos de leitura

Publicado em: 2025-07-17 20:46:00

Autor: Conservation news

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