No contexto do Brics, o Brics Women’s Startups Contest 2025 tem como objetivo celebrar e apoiar o empreendedorismo feminino nas áreas de inovação e desenvolvimento sustentável nas nações do bloco e seus parceiros. Essa iniciativa promove um espaço para o empoderamento e a troca de experiências, refletindo o compromisso da aliança com um crescimento econômico que inclua todas as esferas da sociedade, além de fomentar a colaboração entre diferentes países e fortalecer as iniciativas lideradas por mulheres em uma arena internacional.
Com a presidência do Brasil no Brics, o Sebrae organizou a edição de 2025 da competição, que contou com a participação de diversas start-ups. Nesse ano, o Brasil teve destaque ao ver nove de suas empresas entre as 18 vencedoras do concurso.
Apresentamos as start-ups brasileiras participantes:
Dana Katia Meschede, cofundadora da Dana Agro, traz consigo mais de 15 anos de experiência acadêmica em agronomia e biologia, tendo contribuído para pesquisas em colaboração com instituições internacionais. A Dana Agro desenvolve tecnologias inovadoras que visam enfrentar os desafios da agricultura global, focando em problemas acentuados pelas mudanças climáticas. Dentre suas inovações, destaca-se um bioherbicida exclusivo que combate o ciclo de resistência de plantas invasoras, oferecendo uma alternativa sustentável aos herbicidas tradicionais, reduzindo o uso de pesticidas e promovendo a saúde ambiental.
Estefania Campos, cofundadora da B.Nano, é uma pesquisadora especializada em nanomateriais que auxiliam na agricultura sustentável. Sua empresa oferece uma formulação biológica com reguladores de crescimento de plantas encapsulados em nanopartículas poliméricas, garantindo a proteção e a liberação controlada dos compostos ativos do armazenamento até a aplicação.
Na liderança do Black Money Movement e do D’Black Bank, Nina Silva possui mais de 20 anos de experiência no setor de tecnologia. Ela é especialista em gestão de negócios e inovação, tendo coordenado mais de 100 projetos ao longo de sua carreira. Nina atua como conselheira no Conselho de Investimento Responsável do World Economic Forum e para o Governo Federal no Brasil. O Black Money Movement se dedica a promover inclusão econômica e digital para a comunidade negra, oferecendo educação em tecnologia, acesso a financiamentos e oportunidades de mercado.
Sandra Marchi, pesquisadora e designer, fundou o See Color, um projeto que une arte e inclusão. Com formação em Belas Artes e especializações em Tecnologia Assistiva, Sandra se comprometeu a promover acessibilidade para pessoas com deficiências visuais. O See Color utiliza um sistema de identificação tátil que permite que indivíduos cegos e daltônicos reconheçam cores por meio de etiquetas com símbolos em relevo.
Pamella Faustina Campos, uma executiva com duas décadas de experiência, lidera a TCX Creative Solutions. Ela desenvolveu o Vision Control, uma plataforma que combina Visão Computacional e Monitoramento de Máquinas para otimizar processos industriais, permitindo a automação de inspeções de qualidade e oferecendo rastreabilidade completa na produção.
Argenide Ghini Servilha é considerada a primeira meta-curadora brasileira e, com quatro anos de atuação no universo Web3, organizou mais de 35 eventos no metaverso, mostrando mais de 600 NFTs. Ao fundar a Metavila, em parceria com Cleusa Raven, ela estabelece uma conexão entre a Geração Z e o mundo físico dos livros utilizando o metaverso.
Marbella da Fonsêca, cofundadora da Microciclo Biotecnologia e doutora em Genética pela UFRJ, tem se dedicado a pesquisas em áreas como biologia molecular e bioremediação. A Microciclo, um empreendimento acadêmico fundado por mulheres, trabalha com microrganismos que degradam poluentes, oferecendo soluções eficazes e sustentáveis para o tratamento ambiental.
A na Raquel Calhau Pereira, cofundadora e CEO da NexAtlas, tem se destacado na transformação da aviação geral. Com dez anos de experiência em startups, ela orientou mais de 150 empresas na América Latina. A NexAtlas, uma plataforma digital de planejamento de voo, é utilizada por mais de 4.500 pilotos no Brasil, otimizando segurança e rotas, especialmente em regiões com infraestrutura limitada. Reconhecida por várias premiações, Ana Raquel busca democratizar o acesso às ferramentas de aviação, tornando-as mais acessíveis e eficientes, com projetos de expansão para os BRICS.
Nataly Milena Parga Hernandez, cofundadora e COO da SQUAIR, é uma líder na área climática, atuando na transição energética da América Latina. Sua empresa desenvolve tecnologias que conseguem reduzir o consumo energético em sistemas de refrigeração industrial em até 40%, utilizando IoT e IA para otimizar o desempenho, com clientes como Ambev. Com prêmios como o IoT Breakthrough Award, Nataly acredita que a tecnologia pode ser acessível e revolucionar a eficiência energética e as ações climáticas.
Se fez sentido pra você, envie para mais alguém. Informação transforma.
Este conteúdo faz parte do PRO BONO FEED, a agência de notícias do Instituto Pro Bono Brasil.


