quarta-feira, junho 3, 2026
HomeBrasil AgoraRondônia avança na erradicação de lixões a céu aberto nos municípios

Rondônia avança na erradicação de lixões a céu aberto nos municípios

Na área central de Rondônia, mais de 140 toneladas de resíduos são descartadas diariamente em lixões a céu aberto. Com uma população aproximada de 200 mil pessoas, os municípios de Ji-Paraná, Ouro Preto do Oeste, Vale do Paraíso, Mirante da Serra, Nova União e Urupá estão implementando medidas para eliminar esses depósitos nocivos.

A presença desses lixões não apenas atrai animais indesejados, como também prejudica o meio ambiente. As cidades estão sob a responsabilidade da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que exige a erradicação desses locais até 31 de julho, com a destinação correta dos resíduos em aterros sanitários.

Durante as discussões sobre a legislação que promove a construção de aterros sanitários, Ji-Paraná, situada a pouco mais de 370 quilômetros da capital Porto Velho, avança na finalização de um aterro sanitário de iniciativa privada. A empresa responsável pela obra já conta com dois aterros em operação em Rondônia, um em Cacoal e outro em Vilhena, atendendo cidades circunvizinhas e parte do Mato Grosso.

Em outubro de 2010, foi criado dentro do consórcio um programa ambiental visando destinar resíduos sólidos para o aterro. As obras têm início em junho deste ano, e a empresa prevê que a conclusão ocorra em até 180 dias. O novo aterro será capaz de processar 300 toneladas de lixo por dia e beneficiará seis municípios da região central.

Maria Aparecida de Oliveira, coordenadora do Programa Ambiental, ressalta que o projeto reduzirá a poluição. O aterro será construído de maneira a evitar qualquer contato com o solo, garantindo que o lençol freático não seja contaminado. O chorume oriundo dos resíduos passará por um rigoroso tratamento fisioquímico para prevenir a contaminação do solo.

Uma central de triagem será instalada dentro da infraestrutura do aterro sanitário para oferecer melhores condições aos catadores. Barracões estão sendo alugados em diferentes municípios para que os catadores possam trabalhar em um ambiente adequado. Segundo os envolvidos, essas novas instalações aliviarão os efeitos do calor intenso e proporcionarão melhores condições para a execução do trabalho.

Ji-Paraná, que lidera a produção de lixo na região com 100 toneladas diárias, ainda depende do lixão a céu aberto. A Secretaria de Meio Ambiente está realizando um levantamento para encaminhar esses resíduos ao aterro sanitário. Existe uma associação com aproximadamente 20 catadores, que trabalha há quase dois anos em um barracão específico.

Ouro Preto do Oeste, a segunda maior produtora de lixo da área, gera cerca de 28 toneladas de resíduos sólidos diariamente. A gestão municipal ainda planeja como será a destinação dos resíduos ao aterro sanitário. Uma associação de catadores, com 24 membros, está em processo de registro para formalizar suas atividades no município.

Com uma população de aproximadamente 8 mil moradores, Nova União gera diariamente 1,3 toneladas de lixo. Para adequar-se às novas diretrizes, a cidade alugou um espaço para que cerca de 10 catadores possam separar materiais recicláveis. O lixo sólido seguirá para o aterro sanitário em Ji-Paraná.

Em Mirante da Serra, uma associação irá beneficiar cerca de 12 catadores. A Secretaria de Meio Ambiente informou que todo lixo não reciclável produzido nesse município será encaminhado para o aterro de Ji-Paraná.

Urupá, com mais de 13 mil habitantes, está organizando a destinação de seus resíduos ao aterro sanitário em Ji-Paraná, com o envio programado para três vezes na semana, conforme informado pela Secretaria de Meio Ambiente local.

Quanto a Vale do Paraíso, que produz cerca de duas toneladas de lixo diariamente, a cidade está se mobilizando para encerrar o lixão. Uma cooperativa para reciclagem será implantada em 15 dias, embora a Secretaria de Meio Ambiente ainda não tenha dado uma data oficial para o fechamento do lixão.

Diferente dos outros municípios, Teixeirópolis já não possui lixão a céu aberto. Desde janeiro de 2023, a prefeitura realiza o transporte do lixo para o aterro sanitário em Cacoal. A Secretaria de Meio Ambiente informou que o antigo lixão foi reflorestado, evidenciando um comprometimento com a recuperação ambiental na região.

SOBRE O PRO BONO FEED:
“Estamos construindo um ecossistema de notícias voltadas para o impacto social, que dedica esforços à transformação de vidas e territórios. Nossa equipe de redação se empenha na apuração, pesquisa e seleção criteriosa de fatos e informações que favoreçam o desenvolvimento humano e comunitário. Trabalhamos em colaboração com uma ampla rede de parceiros e fazemos uso de fontes confiáveis e públicas, sempre alinhadas ao compartilhamento de conhecimento e ao interesse da sociedade.”

CONTEÚDO REFERENCIADO:

Tempo de Leitura do texto: 5.1 minutos de leitura

Publicado em: 2018-07-23 19:03:00

Autor: g1

Sobre as fontes: Este texto foi cuidadosamente adaptado a partir de informações provenientes de fontes confiáveis, colaborações com parceiros e dados de bases internacionais. Reiteramos nosso compromisso com a disseminação responsável de conteúdos relevantes e úteis à sociedade. Para mais informações sobre esta matéria acesse g1 . Aproveite e acesse outras histórias e conteúdos inspiradores na página oficial.

Se fez sentido pra você, envie para mais alguém. Informação transforma.

VEJA TAMBÉM
- AD -

GERAIS

FONTES

Pro Bono Feed é um portal de notícias de impacto social, comprometido com a transformação de vidas e territórios. Nossa redação realiza apuração, investigação e curadoria de fatos e informações que contribuam para o desenvolvimento humano e coletivo. Atuamos em parceria com uma rede de colaboradores e utilizamos fontes públicas confiáveis, abertas ao compartilhamento de conhecimento. Leia sobre as referências, parcerias e política de privacidade.