A língua portuguesa apresenta diversas “armadilhas” sutis que podem enganar até os mais atentos. Muitas vezes, essas dificuldades estão camufladas em:
expressões “elegantes”, com a intenção de impressionar superiores e facilitar a conquista de um aumento;frases que incluem vírgulas em posições inadequadas, alterando o sentido das ideias;verbos que, embora semelhantes, possuem significados distintos; e o uso de crases que visam conferir um ar de “seriedade”, mas que, por vezes, são incorretas.
Neste quiz a seguir, você terá a oportunidade de avaliar suas habilidades e descobrir se é um verdadeiro expert no uso da língua ou se ainda precisa aprimorar seus conhecimentos. São 10 perguntas rápidas para você responder e, ao final, saber se você domina o “Aurélio”.
O que leva a cometer esses erros?
➡️ Muitas vezes, na busca por “falar de forma elegante” para causar uma boa impressão, os falantes acabam por:
confundir o sentido de palavras que são sonoramente semelhantes;produzir sentenças que não respeitam as regras de concordância;usar termos que parecem cerimoniosos, mas estão errados do ponto de vista gramatical.
Segundo Cassiano Butti, professor no Departamento de Ciências da Linguagem da PUC-SP, essas falhas podem refletir uma certa insegurança do interlocutor.
“Esses episódios podem ser classificados como ‘hipercorreções’. A intenção é demonstrar conhecimento, mas a falta de domínio na língua faz com que a pessoa caia nessas armadilhas. O desejo de parecer bem-informada pode levar a exageros no uso do vocabulário”, explica.
✏️ O educador Sérgio Nogueira sugere que, ao invés de correr riscos, é preferível “optar pela simplicidade”. Com o tempo, será possível buscar dicionários ou recursos online para encontrar sinônimos mais sofisticados, caso isso seja desejado.
Vale ressaltar que ninguém deve ser menosprezado por sua forma de comunicação. O intuito deste texto é orientar sobre como se alinhar à norma padrão da língua, especialmente em contextos formais, assegurando que as mensagens sejam transmitidas com clareza.
A seguir, apresentaremos exemplos frequentes de erros cometidos por quem participa de reuniões (focaremos apenas no português, sem “coffee breaks” ou “brainstorms”):
📝 Existe possibilidade de mudanças ao longo do tempo?
Sim, a língua é um organismo em constante transformação.
“O português que eu ensinava anos atrás já não é o mesmo que ensino atualmente. As regras evoluem, e novas formas de expressão podem ser aceitas”, aponta Nogueira.
Um exemplo claro de possível mudança nas normas: tradicionalmente, o verbo “adequar” é considerado defectivo, o que significa que não é conjugado em todas as suas formas. No presente do indicativo, temos apenas:
“nós adequamos”;”vós adequais”.
Dessa forma, escrever “eu adéquo” seria considerado incorreto pela gramática normativa — o que se recomenda é optar por um verbo sinônimo como “eu adapto” ou “eu ajusto”.
Contudo, já é possível notar um movimento claro para que essa regra se altere: o dicionário Houaiss, por exemplo, já aceita a conjugação completa, tanto no presente do indicativo quanto no presente do subjuntivo:
Eu adéquo que eu adéque
Tú adequas que tú adéques
Ele adéqua que ele adéque
Nós adequamos que nós adequemos
Vós adequais que vós adequeis
Eles adéquam que eles adéquem
✏️ Portanto, é importante acompanhar o g1 Educação para se manter atualizado sobre as constantes transformações na língua portuguesa e não perder nenhuma novidade!
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