Em um contexto em que a liberdade de expressão pode resultar em severas penalidades, um grupo de jovens no Camboja decidiu não se calar. Há um ano, cinco integrantes da organização não governamental Mãe Natureza Camboja foram detidos sob a alegação de conspiração contra o governo. No entanto, sua verdadeira infração foi opor-se à privatização dos parques nacionais, ao deslocamento de famílias para a construção de aeroportos e cassinos, e à degradação ambiental causada pela exploração massiva da natureza.
O documentário “A Clareira” retrata os últimos momentos de liberdade desses ativistas, evidenciando o ativismo em um regime autoritário. Ly Chandaravuth, um dos ativistas mais abertos, é visto capturando imagens de tocos de árvores que restaram após o desmatamento e conversando com os moradores sobre terras que foram tomadas por empresas. Um dos locais afirma: “Oitenta por cento do parque foi entregue a empresas privadas”. Sua abordagem é marcada por uma resistência silenciosa, sem exageros.
O impacto desse grupo é inegável, uma vez que suas ações conseguiram interromper as exportações de areia e barragens em construção. Contudo, o preço a se pagar foi alto: 11 membros foram encarcerados, muitos outros enfrentaram prisões e seu fundador se encontra em exílio. A convocação para comparecer ao tribunal é uma constante na vida deles, mas, mesmo assim, mantêm a determinação. No ano passado, foram agraciados com o prêmio de subsistência certa em Estocolmo, frequentemente referido como o “Nobel alternativo”.
Apesar de proibições para viajar, diversos ativistas não puderam comparecer. Aqueles que participaram do evento vestiram roupas emprestadas, demonstraram nervosismo durante as entrevistas e deixaram claro que estão dispostos a retornar para enfrentar a justiça. Imediatamente após a premiação, a convocação chegou…
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Tempo de Leitura do texto: 8,0 minutos de leitura
Publicado em: 2025-07-18 09:36:00
Autor: Conservation news
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