quarta-feira, junho 3, 2026
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Columbia Destina R$ 1 Bilhão para Sinalizar Fim das Investigações sobre Trump

A Universidade de Columbia, localizada em Nova York, informou que irá desembolsar mais de 200 milhões de dólares, equivalente a aproximadamente 1,1 bilhão de reais, ao governo dos Estados Unidos para finalizar investigações federais e recuperar a maioria das verbas federais que foram suspensas. Este movimento faz parte de um entendimento com a administração do ex-presidente Donald Trump.

Em comunicado, a universidade destacou que, conforme o acordo, quase todos os fundos federais que foram cortados ou congelados em março de 2025 serão reintegrados, permitindo que Columbia tenha novamente acesso a bilhões de dólares em financiamentos atuais e futuros.

Além disso, a instituição afirmou que o entendimento com Trump garante a sua independência e autoridade nas áreas de contratação de docentes, processos de admissão e decisões acadêmicas.

Desde que Trump reassumiu a presidência, várias universidades passaram a ser alvo de sua atenção, especialmente em resposta ao movimento estudantil em apoio à Palestina que ganhou força nos campi no último ano.

No mês de março, o governo retirou 400 milhões de dólares, cerca de 2,2 bilhões de reais, de financiamentos federais destinados à Columbia, justificando que a universidade não respondeu adequadamente a incidentes de alegado antissemitismo e assédio contra membros da comunidade judaica e israelense do campus.

Após a redução dos recursos, Columbia atendeu a várias exigências em março, que incluíam uma reavaliação dos cursos sobre o Oriente Médio, além de outras medidas que suscitaram críticas de acadêmicos nos Estados Unidos.

Conforme relatado, a instituição também anunciou que encerrará sua relação com o grupo Columbia University Apartheid Divest, que defende os direitos palestinos. O grupo denunciou o acordo, acusando a universidade de vender seus alunos para conseguir o financiamento.

A secretária de Educação, Linda McMahon, afirmou que Columbia se comprometeu a adotar punições para alunos que provocaram interrupções significativas nas atividades do campus, implementar mudanças em sua estrutura administrativa e garantir a diversidade de opiniões em seus programas sobre o Oriente Médio, além de revogar políticas de preferência racial nas admissões e contratações.

O governo tem rotulado participantes de manifestações em apoio à Palestina como antissemitas, enquanto defensores dos direitos humanos argumentam que críticas a Israel são indevidamente confundidas com antissemitismo, e que a defesa dos direitos palestinos não é equivalente ao apoio a extremismos.

O anúncio de quarta-feira ocorreu um dia após a universidade tomar medidas disciplinares contra dezenas de alunos que participaram de um protesto em maio, durante o qual os manifestantes ocuparam a biblioteca principal da instituição. Columbia deverá, em até 30 dias, nomear um administrador subordinado ao reitor para garantir que o acordo seja cumprido.

O entendimento também estipula que a universidade deve realizar uma análise detalhada de seus processos e políticas de admissão internacional. Adicionalmente, outro administrador será responsável por investigar alegações de antissemitismo e apresentar recomendações.

Durante sua gestão, Trump buscou aplicar pressão sobre múltiplas instituições através do financiamento federal, mirando especialmente na Universidade Harvard. O governo tentava deportar estudantes estrangeiros que se manifestavam a favor da Palestina, incluindo aqueles de Columbia, mas encontrou barreiras legais. Defensores dos direitos ressaltam preocupações sobre devido processo, liberdade acadêmica e liberdade de expressão.

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Tempo de Leitura do texto: 4.0 minutos de leitura

Publicado em: 2025-07-24 03:22:00

Autor: g1 > Educação

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