No ano de 1939, Igor Stravinsky fez sua transição para os Estados Unidos, chegando inicialmente à Nova York, onde depois se estabeleceu em Cambridge, Massachusetts. Durante o ano letivo de 1939–40, ele proferiu as palestras Charles Eliot Norton na Universidade Harvard. Enquanto residia em Boston, o compositor teve a oportunidade de reger a Orquestra Sinfônica de Boston e, em um evento notável, ele decidiu conduzir sua própria versão de “The Star-Spangled Banner”. Stravinsky justificou essa escolha com um impulso de contribuir, em tempos difíceis, para o fortalecimento e a preservação do patriotismo no país, aludindo, evidentemente, ao papel da América na Segunda Guerra Mundial. Esse evento ocorreu em janeiro de 1944.
A adaptação de Stravinsky para “The Star-Spangled Banner” não seguia o formato tradicional, uma vez que introduzia um acorde de sétima dominante na sua interpretação. Essa abordagem peculiar não agradou muito aos policiais de Boston, uma instituição que não exibia uma grande abertura para a inovação. Ouvindo que havia uma lei que proibia modificações no hino nacional, eles emitiram um aviso a Stravinsky, que, por sua vez, malicioso, decidiu retirar a peça de sua apresentação.
O arranjo de Stravinsky pode ser escutado em uma gravação que parece ser da Orquestra Sinfônica de Londres, sob a regência de Michael Tilson Thomas. Um detalhe curioso do vídeo no YouTube é um suposto retrato policial de Stravinsky, embora a verdadeira história não tenha envolvido qualquer prisão do compositor.
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