sexta-feira, setembro 11, 2026
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Teste seu conhecimento: Aumentativos ‘incomuns’ de cão, gato e nariz que viralizaram – Você acerta?

Caso alguém questione você sobre o aumentativo de “gato”, o que você responderia? Se sua resposta for “gatarrão”, está correto. Se disser “gatão”, também está certo.

A exemplo de diversos substantivos comuns — que nomeiam seres, locais, objetos e ideias —, “gato” possui mais de uma forma aumentativa.

Outro exemplo é a palavra “faca”, assim como “nariz”, ambos mencionados pela professora de português Débora Dias em um vídeo que ganhou popularidade. Abaixo estão algumas das combinações que ela usou:

Barba – Barbaça Festa – Festança Cão – Canaz Gato – Gatarrão Faca – Facalhão Nariz – Narilão

Mesmo que essas formas aumentativas estejam corretas, Daniel Bravo, educador de língua portuguesa na Cubo Global School, observa que existem outras opções viáveis para algumas dessas palavras.

Por exemplo, “narigão” é uma expressão apropriada para descrever um nariz que é consideravelmente maior que o habitual. Da mesma forma, “festão” pode ser empregado para se referir a uma celebração grandiosa. Nesse contexto, a palavra não apenas significa “festança”, mas também pode designar um bouquet de flores.

A seguir, você poderá explorar mais sobre como os aumentativos e diminutivos são formados. Mas, antes disso, que tal testar seu entendimento sobre o assunto?

Grau das palavras

A função dos aumentativos e diminutivos é expressar o grau de um substantivo, ajudando a transmitir a ideia de algo maior ou menor do que o comum.

Há duas maneiras de formá-los: sintéticos e analíticos.

Os aumentativos e diminutivos analíticos são produzidos pela adição de um adjetivo — palavras que indicam características de um substantivo — para manifestar um aumento ou diminuição. Exemplos incluem:

Carro (substantivo) + pequeno (adjetivo). Casa (substantivo) + enorme (adjetivo).

No caso do aumentativo ou diminutivo sintético, um sufixo é agregado ao final das palavras para reforçar a noção de um tamanho diferente.

Carro + inho = carrinho. Casa + ão/réu/arão = casão/casaréu/casarão.

No entanto, existem palavras que não aceitam a formação aumentativa ou diminutiva, especialmente na forma sintética. Daniel Bravo esclarece que isso é comum em três categorias principais:

Substantivos abstratos: que refletem valores ou sentimentos, como liberdade, justiça, saudade, caridade e bondade. Conceitos de natureza única ou absoluta: que não permitem sufixos por lógica, como oxigênio, universo, Deus e infinito. Palavras que já foram aumentativos ou diminutivos: mesmo que tenham surgido como variações de grau de outros substantivos, elas adquiriram um significado independente ao longo do tempo, muitas vezes se distanciando do sentido original. Exemplos incluem portão (de porta), cartão (de carta), pastilha (de pasta) e cartilha (de carta).

Segundo o professor, na forma analítica (com o adjetivo), sua utilização é praticamente universal. “É completamente viável falar de um cartão pequeno, um portão enorme, uma saudade grande e, no campo da religiosidade, até mesmo um Deus grandioso”, explica.

Contudo, ele salienta que a validade de um aumentativo depende da frequência com a qual ele é empregado, o que o torna parte da língua.

A língua é dinâmica e está em constante transformação. Muitas expressões que eram comuns anteriormente agora caíram em desuso, enquanto novas palavras e variações surgem continuamente, assim como novos graus. — Daniel Bravo, educador de língua portuguesa.

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