quinta-feira, setembro 10, 2026
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Comunidade LED: O Encontro Imperdível do Festival LED no Rio

Durante a 4ª edição do Festival LED Rio – Luz na Educação, a Praça Mauá no Rio de Janeiro se transformou em um espaço de interações significativas, onde especialistas, educadores e o público puderam debater temas relevantes da educação.

O Comunidade LED, uma iniciativa da Fundação Bradesco, serviu como o principal ponto de encontro nos dias 13 e 14 de junho. Com uma programação focada em tópicos contemporâneos, o evento gratuito foi uma ótima oportunidade para pessoas de todas as idades participarem.

A presença de especialistas, alunos e talentos da Globo proporcionou discussões sobre a importância da colaboração e da escuta no fortalecimento de práticas educacionais inovadoras. Com arquibancadas que acomodavam cerca de 100 pessoas, o formato em arena favoreceu a interação durante as programações.

Um dos temas em destaque logo na abertura do evento foi a Inteligência Artificial (I.A). João Alegria, da Fundação Roberto Marinho, e Barbara Frasseto, da Fundação Bradesco, compartilharam suas experiências sobre uma viagem à China, onde observaram a integração da tecnologia nos materiais didáticos para melhorar a tutoria.

Durante essa viagem, eles identificaram a possibilidade de monitoramento completo da vida escolar de alunos e professores, usando câmeras e reconhecimento facial em salas de aula. Essa prática, ainda não adotada no Brasil, gera debates sobre os limites da privacidade.

É inegável que a Inteligência Artificial já se tornou parte integrante do cotidiano. A introdução de modelos como o ChatGPT para auxiliar em trabalhos escolares gerou reações divertidas entre os alunos presentes na primeira mesa de debates. Para Barbara, essas ferramentas devem ser utilizadas como suporte ao aprendizado.

“A I.A pode indicar e sugerir, mas a decisão final cabe ao ser humano. Quando utilizada para fins educacionais, deve respeitar a cidadania e fomentar o pensamento crítico”, esclarece Barbara.

No Comunidade LED, Barbara, especialista em Gestão de Projetos, abordou como a I.A é aplicada no cotidiano das 40 escolas da Fundação Bradesco, que atende anualmente mais de 42 mil alunos na Educação Básica Regular.

Quatro pilares essenciais sustentam o uso da tecnologia: gestão de dados para decisões acertadas; formação continuada de docentes com capacitações personalizadas; aplicação em sala de aula por meio de projetos pedagógicos; e estudo da I.A. visando desenvolvimento crítico entre os alunos.

Desde 1966, o projeto, que abrange 26 estados e o Distrito Federal, busca a transformação através da educação. Durante o Festival LED, esteve presente com um estande que ofereceu interações digitais e brindes, atraindo um grande número de visitantes.

Em dois dias repletos de discussões sobre carreira, inclusão e aprendizado, Mara Pane, superintendente de ensino e ex-professora de Química, participou do painel intitulado “Viralizando o conhecimento científico”. Ela enfatizou a importância de despertar a curiosidade dos alunos diante de temas complexos.

“Precisamos permitir que os alunos façam perguntas. É fundamental que eles observem a realidade ao seu redor e identifiquem questões relevantes. Bons professores devem orientá-los na escolha do tema que será explorado em um projeto”, afirma Mara.

Quando os estudantes se sentem aptos a conectar o conhecimento à sua realidade, eles desenvolvem um olhar crítico mais apurado.

“Tenha um aprendizado investigativo, onde o aluno formula hipóteses. Quando o conteúdo é apresentado, ele faz sentido”, compartilha Mara, ressaltando a importância de instigar a curiosidade para motivações no aprendizado.

O calendário vibro da Comunidade LED também incluiu uma mesa que abordou a transição entre a escola e o mundo do trabalho, focando no abandono escolar por questões financeiras.

“A necessidade de trabalhar é uma das principais causas de abandono em um percurso que, teoricamente, deveria preparar para o mercado de trabalho. É vital que escola e trabalho deixem de ser vistos como opostos”, expressou Fernando Frochtengarten, responsável pela EJA e FIC da Fundação Bradesco.

Para os jovens no Brasil, o início da vida profissional apresenta diversos caminhos, segundo Fernando, mesmo com a existência de cotas, a alta seletividade dos cursos superiores ainda é um desafio. Dessa forma, cursos profissionalizantes se apresentam como uma alternativa viável.

“Na Fundação Bradesco, oferecemos cursos em várias áreas, que são uma ótima maneira para os jovens explorarem suas paixões e habilidades. Com duração que varia de uma semana a alguns meses, essas iniciativas ajudam a personalizar a trilha de aprendizagem”, avaliou Fernando.

No sábado, após um dia rico em conhecimento, a Praça Mauá foi novamente o cenário de intercâmbio durante o Festival LED. O primeiro debate da tarde abordou o compromisso do setor privado e a colaboração entre governo, empresas e sociedade na busca por soluções coletivas que impactem positivamente vidas.

Érica Fortuna, jornalista e advogada, e responsável pelas relações institucionais da Fundação Bradesco, destacou a importância de um ensino mais integrado e atualizado.

Em seguida, o foco se voltou a como a educação profissional pode facilitar a inclusão de grupos historicamente marginalizados, tanto no mercado de trabalho quanto em instituições de ensino e culturais.

Compartilhando suas experiências, Edson Lanzoni e Leonardo Felipe Paes Monteiro, especialistas da Fundação Bradesco, discutiram como o acesso ao aprendizado e experiências significativas podem resultar em mudanças sociais duradouras.

Na mesa voltada ao esporte, atletas e especialistas analisaram o papel das atividades esportivas na construção de autoestima e redes de apoio, além de como ajudam a enfrentar traumas e violências.

A discussão ressaltou que o esporte, mais do que uma competição, pode oferecer saúde mental e conexões significativas para jovens em vulnerabilidade social. Rogério Curi, da Fundação Bradesco, apresentou iniciativas que trazem impactos positivos para estudantes.

Nos dois dias do festival, a roda de conversa com os vencedores do Prêmio LED 2025 encerrou o Espaço Comunidade LED. Os responsáveis pelas iniciativas, selecionadas entre mais de 2,3 mil candidaturas, compartilharam suas histórias e aprendizados, inspirando novas inovações na educação.

Organizado pela Globo e pela Fundação Roberto Marinho, em parceria com a Editora Globo e com o apoio da Fundação Bradesco, o Festival LED – Luz na Educação promoveu uma série de experiências enriquecedoras e diálogos que iluminaram as práticas educacionais.

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