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Das Experiências Científicas ao Monstro: Como a Ciência Real Inspirou ‘Frankenstein’ de Mary Shelley

Com a aproximação do Halloween, é hora de selecionar leituras de terror para este ano. Muitos de nós podem considerar ler “Frankenstein”, de Mary Shelley, um clássico que parece familiar, mas que precisava de contexto em sua época. A adaptação cinematográfica de 1931, dirigida por James Whale, traz Edward Van Sloan descrevendo a obra como uma reflexão sobre “os dois grandes mistérios da criação: vida e morte” — temas que, no início do século XIX, eram ainda mais enigmáticos.

Sharon Ruston, no The Public Domain Review, relata que, em 1774, dois médicos, William Hawes e Thomas Cogan, fundaram a Royal Humane Society, inicialmente chamada Society for the Recovery of Persons Apparently Drowned. Isso se deu em uma época em que acidentes em rios e canais de Londres eram frequentes, e poucos cidadãos sabiam nadar. Assim, a Sociedade assumiu a tarefa de desenvolver métodos para reanimar aqueles que pareciam ter se afogado, independentemente das circunstâncias de suas quedas.

Dentre os casos que chamaram a atenção, Ruston menciona a tentativa de suicídio de Mary Wollstonecraft, mãe de Shelley, que expressou descontentamento por ter sido “inhumanamente trazida de volta à vida e à miséria” após saltar no Tâmisa. Essa experiência pessoal pode ter influenciado a narrativa de “Frankenstein”, especialmente em um período onde a ideia de reanimar os mortos permeava o imaginário popular, em parte devido ao interesse pela “Galvanismo”, que estimulava músculos de corpos mortos a se moverem através da eletricidade. Naquela época, era plausível cogitar que a morte poderia não ser um estado definitivo.

As ansiedades sociais e descobertas científicas que moldaram o contexto cultural de “Frankenstein” podem ser exploradas em conteúdos multimídia disponíveis atualmente. No início do século XIX, realmente parecia provável que um autor como Shelley abordasse um cientista que ousa dar vida a partir da morte. A inspiração surgiu durante uma competição criativa com Lord Byron, John Polidori e seu futuro marido Percy Bysshe Shelley, que tentavam escrever a história mais aterrorizante. Embora hoje a narrativa de “Frankenstein” possa não causar o mesmo medo, a forma como Shelley a apresenta ainda ressoa de maneira intrigante e realista.

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Tempo de Leitura do texto: 4.1 minutos de leitura

Publicado em: 2025-07-21 09:00:00

Autor: Open Culture

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