Apesar de nossa nação parecer estar enfrentando grandes desafios, é importante relembrar momentos em que as coisas funcionaram efetivamente. Essa reflexão não tem o intuito de nos fazer sentir saudades do passado, mas de demonstrar que, se as condições forem favoráveis, o funcionamento harmonioso pode ser restaurado.
Um exemplo significativo dessa possibilidade remete a um filme de propaganda governamental de 1949, datado da era de Harry S. Truman. Este curta-metragem, redescoberto por diversos blogs durante a controvérsia da AHCA no Congresso, promove o conceito de atendimento médico integral desde o nascimento até a velhice, com um custo de apenas três centavos por semana. Esse valor era destinado a enfermeiros escolares, nutricionistas, médicos de família e departamentos de saúde locais.
Dirigido por Chuck Jones, famoso por criar personagens icônicos como Pernalonga, Patolino e o Papa-Léguas, “So Much for So Little” narra a vida de um protagonista desde a infância, destacando como os médicos garantem a imunização contra doenças como coqueluche, difteria, febre reumática e varíola. O enredo avança pela adolescência, o casamento, a paternidade e uma aposentadoria saudável, tudo isso com o domínio do governo sobre a saúde pública.
Este filme conquistou um Oscar em 1950 na categoria de Documentário Curto, desafiando a noção de que tal proposta era pura ficção científica, apesar de parecer radical nos dias de hoje.
Mas o que aconteceu com essa visão? Na análise de John Maher, do blog Dot and Line, a resposta é clara: a polarização política, o capitalismo e políticas de zoneamento racistas destruíram o sonho idealista de que os americanos poderiam se unir para custear a saúde de todos, incluindo a de seus vizinhos e cidadãos.
Atualmente, três centavos por americano por semana não seria suficiente para garantir cobertura de saúde universal. No entanto, segundo Maher, com base em um estudo de 2009 da Kingsepp sobre a primeira versão da Lei de Cuidado Acessível, o custo por contribuinte seria de $3.61 semanalmente.
Portanto, ao invés de desanimar, mantenha um espírito idealista. A Grande Geração regressou da Segunda Guerra Mundial repleta de grande idealismo. Quem sabe a geração atual precise se mobilizar para enfrentar novos desafios e conquistar sua própria vitória.
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